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ESCRITOR
Shel Silverstein
ILUSTRADOR
Shel Silverstein
TRADUÇÃO
Miguel Gouveia
FORMATO
95x260mm
PÁGINAS
56
 

A ÁRVORE GENEROSA

Publicado pela primeira vez em 1964, com o título original The Giving Tree, este álbum narrativo vocacionado para as primeiras idades proporciona múltiplos níveis de leitura, constituindo um excelente exemplo de como, com muito pouco, se diz e se sugere muito. Evidenciando uma invulgar eficácia de relato, resultante do aspecto visual – com sóbrias ilustrações, a ocuparem páginas duplas e compostas a traço negro sobre papel creme –, e da sugestiva componente linguística, e muito especialmente do jogo de sentidos que entre as duas vertentes se opera, esta obra guarda a história de um amor incondicional entre uma árvore antropomorfizada e um menino dedicado e sonhador, transformado pelo tempo (e talvez pela cidade/ sociedade?) num adulto egoísta, distante e que apenas regressa para junto da sua amiga por razões materiais. O impacto emotivo deste livro é indiscutível e a singularidade da sua composição, harmoniosa e simbólica, garante o seu sucesso junto de leitores pequenos ou grandes.

 

— Sara Reis da Silva | Casa da Leitura

Era uma vez um menino

que amava uma árvore.

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Este livro é o mais conhecido do escritor e ilustrador norte-americano Shel Silverstein. O clássico, escrito em 1964, comoveu gerações com a história de uma árvore e um menino. Com poucas palavras, Silverstein fala da relação entre o homem e a natureza, onde uma árvore oferece tudo a um menino, que a deixa de lado ao crescer ao mesmo tempo que se torna num homem egoísta. Mas para agradar ao menino que ama, a generosidade desta árvore não tem fim - ainda que isto signifique a sua própria destruição. Em primeiro plano, uma lição de consciência ecológica: o homem pequeno, mesquinho, frente à generosidade e à força da natureza. No entanto, a dinâmica que vemos entre o menino e a árvore fala também da passagem do tempo e dos valores que são reavaliados com ela. A árvore ensina, por meio do afecto, uma relação de troca sincera e desinteressada - essa que o homem parece desaprender com as exigências da vida adulta. Duas fortes qualidades aliam-se neste livro. O facto de abordar questões fundamentais como o tempo, a morte, a vida, a relação amorosa e de amizade, tudo o que nos posiciona face aos outros e a nós próprios, assim como a aposta ao nível estético , na sobriedade narrativa como ilustrativa, com o traço simples e preciso de Silverstein. Shel Silverstein lança um olhar terno à arte da dádiva e ao conceito de amor incondicional no seu profundo e tocante livro infantil “A árvore generosa”. É a história sobre a relação de um menino e uma árvore. Dar ao menino tudo o que ele quer é o que faz a árvore feliz, algo que se prolonga pela vida do menino. Primeiramente, a árvore é o sítio para o rapaz brincar e comer maçãs, mais tarde é fonte de material para construir uma casa e ainda mais tarde o seu tronco serve para fazer um barco. Chegado à velhice e depois de usar tudo o que árvore tinha para dar, o que sobra é um toco. No entanto, tudo o que ele necessita nesta fase da sua vida é um sítio para se sentar e descansar, algo que um velho toco pode oferecer. As ilustrações de Silverstein são aparentemente simples – desenhos que deixam as páginas com bastante espaço em branco – cada uma demonstra a subtileza da emoção e mudança que é ao mesmo tempo cativante e básica. A perda gradual das partes da árvore é uma mensagem visual bastante forte. Na fase em que da árvore não sobra nada a não ser um toco, a ilustração acompanha na perfeição as palavras “E a árvore ficou feliz... mas não muito”. “A árvore generosa” pode ser lida e relida, pois a sua mensagem irá concerteza mudar à medida que o seu leitor cresce. Um livro que irá marcar crianças durante gerações e gerações.

 

Beth Amos

 

 

Comovedora e agridoce história da desinteressada amizade de uma árvore por um ser humano.
Desde a sua infância, o menino joga às escondidas com a árvore, balança-se nos seus ramos, come as suas maçãs, passando pela adolescência, quando grava no seu tronco um coração, pela maturidade em que corta os seus ramos para fazer uma casa e finalmente a velhice, que fecha o ciclo vital, onde a àrvore, que se sentia feliz em troca de nada, já lhe tinha dado tudo...
Álbum pioneiro (a sua primeira edição em inglês foi publicada em 1964), assombroso pela sua economia de meios, já que a história se entende perfeitamente sem necessidade de ler o texto, só com as simples e expressivas ilustrações de traço negro sobre o branco.

 

— Revista Babar

 

 

A história de Shel Silverstein toca tanto crianças como adultos com as suas mensagens de generosidade e partilha.

 

— Los Angeles Times

 

 

Traduzido em mais de 30 línguas.
 
 
 
 
 
 

 

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