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ESCRITOR
Wolf Erlbruch
ILUSTRADOR
Wolf Erlbruch
TRADUÇÃO
Miguel Gouveia
FORMATO
175x300mm
PÁGINAS
52
 

A grande questÃo

Na capa, a criança de Wolf Erlbruch abre os braços, num sinal de interrogação, em cima de uma meia lua, que não é mais do que a Terra quando espreitamos a contracapa. Ela coloca a grande questão que nunca será enunciada: “Porque estou eu aqui na Terra?”
Em cada dupla página o autor dá respostas com humor, insólitas e ao mesmo tempo pertinentes. O número três responde: “Para saberes, um dia, contar até três”; a morte “Estás aqui para amar a vida”; o pato: “Não faço ideia”... depois vem a vez dos pais que alternativamente afirmam o seu amor: “ Porque a tua mãe e eu nos amamos”; “Estás aqui para eu te amar”
No final do livro, folhas pautadas são propostas à criança (e aos pais) de forma que possa, ao crescer, encontrar outras respostas à grande questão. Neste livro, a originalidade da ilustração encontra eco no texto conciso e pleno de emoção. Um grande livro de um mágico extraordinário. Leitura obrigatória que não pode esperar, para que pequenos e grandes possam responder a esta eterna pergunta!

 

— Cendrine Genin | Sitarmag

O gato diz: - Vieste ao mundo para ronronar. Também um pouco pelos ratos.

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Álbum premiado, que evidencia uma expressividade e uma sensibilidade raras, este livro do alemão Wolf Erlbruch, o terceiro publicado pela editora Bruaá, propõe, com uma simplicidade invulgar, uma reflexão acerca de uma questão complexa, filosófica, numa palavra, ”grande”: por que motivo(s) estamos no mundo? É esta dúvida – materializada no próprio título – que desencadeia o conjunto de respostas que compõem esta obra. À grande qualidade visual das ilustrações, a ocuparem páginas duplas e compostas a partir de uma técnica mista, associa-se um texto verbal simultaneamente conciso e insólito, sério e humorístico, simples e questionador. Este é colocado na voz de uma criança “intrigada” (visualmente recriada logo na capa) e de um gato, um piloto, um pássaro ou o número três, uma pedra, a morte e um cego, por exemplo, figuras que, cada uma à sua maneira, procuram avançar com uma resposta plausível (pelo menos, relativamente à sua própria mundivivência). A singularidade da construção verbo-icónica, bem como a inclusão, no final, de uma folha pautada onde se pressupõe o registo de outras respostas à questão, à medida que se for crescendo, parecem comprovar a variedade de níveis de leitura que esta obra estimulante possibilita.

 

— Sara Reis da Silva | Casa da Leitura

 

 

Não admira que este livro tenha ganho o prémio da Feira de Bolonha para melhor livro na categoria Ficção. É uma daquelas obras aparentemente simples, cuja profundidade convida tanto crianças como adultos a reflectir sobre a grande questão: Porque é que estamos aqui?

 

— Children's literature

 

 

Por que estou aqui ? 

Digo a mim própria várias vezes que se os bebés conseguissem falar, todos eles poriam a mesma questão ao vir a este mundo : « Por que estou aqui ? ».  De uma forma mais ou menos consciente, com mais ou menos facilidade, todos nós já colocamos esta questão ao longo da nossa vida. Podemos formulá-la de várias formas. Podemos até ficar um pouco inquietos com a angústia que ela nos suscita ou até mesmo tentar evitá-la. Mas será que a conseguimos evitar ?
Nos livros ilustrados, certos autores inventam histórias de vida. Histórias que nos falam para além da realidade, das palavras e das imagens… São estes livros que queremos partilhar com os mais novos, os mais crescidos e os adultos… Queremos ler em conjunto estas obras literárias que nos tocam na nossa dimensão humana. (…) 
Neste livro, a grande questão não é colocada. Somente respostas aparecem  nas páginas. Respostas dadas pelo irmão, pelo gato, pelo piloto, a avó, o homem gordo, a irmã, a morte, o marinheiro… e tantos outros,  já que a vida nos reserva todo o tipo de encontros.
E como diz  Albert Jacquard,  tudo está no encontro. «O "jogo" vem dos outros. Nasce, eclode quando o outro diz "tu". É a humanidade que cria o "eu"». (…)
Uma das funções da literatura é, sem dúvida, ajudar-nos a construir o nosso ponto de vista sobre o mundo. Os nosso livros preferidos são aqueles que nos oferecem novas questões, novas visões,  novos pensamentos…
«A grande questão» é um grande livro.  

 

— Dominique Rateau

 
 
 
 
 
 

 

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