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ESCRITOR
Daniil Harms
ILUSTRADOR
Gonçalo Viana
TRADUÇÃO
Nina Guerra e Filipe Guerra
FORMATO
193x241mm
PÁGINAS
48
 

ESQUECI-ME COMO SE CHAMA

“Esqueci-me como se chama” reúne 10 textos da obra infantil de uma das vozes mais originais da literatura russa do séc. XX: Daniil Harms.
Histórias e poemas humorísticos, sempre dominados por uma visão absurda, subversiva e carnavalesca do quotidiano, onde ficamos a conhecer a Lenotchka, que frustra todas as tentativas do seu amigo Igor para escrever uma história, porque, segundo ela, todas as histórias por ele imaginadas já foram escritas. Assistimos a um hilariante diálogo sobre uma visita a um jardim zoológico e a uma corrida que alguns animais fazem para descobrir quem será o mais rápido. Conhecemos o Vova, personagem que parece estar condenado a beber eternamente óleo de peixe. Tentamos descobrir como gritam os ouriços e como é possível alguém não conseguir dizer gaulinha, quer dizer, gaulinhalinha, ou seja, galinhalenha... Ficamos a saber como contrariar a teimosia de um burro. Aceitamos o convite do autor, que nos envia uma fotografia para desvendar um caso misterioso. Vamos até ao espectacular circo Printinpram e, no final, travamos amizade com o Kolka Pânkin e o seu amigo Petka Erchov,  acompanhando-os na sua imaginária viagem até ao Brasil. Enfim, um conjunto de histórias e poemas que são uma boa amostra da produção para a infância de Harms, onde, como poucos, consegue captar o dia-a-dia, as brincadeiras e comportamentos infantis, juntando-lhes fantasia e absurdo quanto baste.

 

Gaulinhalanha? Não é gaulinhalanha!

Gaulinhalenha? Não, também não é!

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Esta constante recorrência ao absurdo e ao nonsense por parte de Harms será sempre melhor entendida à luz da sua biografia e do conjunto da sua obra, construída sobre um diálogo constante entre a sua obra adulta e infantil. Em Harms tudo é jogado dentro de um contrariar de expectativas do leitor face a convenções, sequências e confortáveis esquemas tradicionais facilmente aceites e reconhecíveis pelo leitor. O uso de fórmulas já interiorizadas, como por exemplo o conto tradicional ou a fábula, apenas serve os seus interesses no sentido da desconstrução: as suas narrativas encaminham-se sempre no sentido contrário do expectável, desafiando-nos constantemente e colocando-se sempre num plano oposto a qualquer atitude didáctica e moralizadora, acolhendo o leitor como um igual. São espaços de liberdade, onde a ingenuidade primordial do universo infantil é apresentada em absolutos exercícios de transgressão e ironia, num constante jogo de linguagem despida de formalidades, que nos encorajam a descobrir o outro lado do espelho, inaugurando novas realidades e, em última instância, a transformar o mundo.

 

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