A destruição da floresta, erigida através de uma cuidada engenharia do papel, continua a cada página que folheamos, onde a crescente tensão entre a lentidão da preguiça e a rapidez de destruição das máquinas se vai acumulando, até uma desoladora cena onde apenas sobram uma árvore com a preguiça, uma máquina ameaçadora e um apelo, também nosso: “Salva-te!”.
Nas páginas seguintes, o contraste entre o que de pior e melhor um homem é capaz: do lado esquerdo, o silêncio desolador onde outrora tudo era vida, do lado direito, um ponto de viragem, um convite a semear, a participar, a acreditar e a ter esperança.
A floresta renasce, mais verdejante e vibrante, mas tão vulnerável como antes, lembrando-nos que esta história está longe de acabar.
— Bruaá |