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O URSO E O GATO SELVAGEM

Kazumi Yumoto e Komako Sakai

Uma dia de manhã, o urso estava a chorar. O seu amigo passarinho tinha morrido. Eis as primeiras frases de um livro singular e comovente, cujo texto poético e depurado nos envolve numa atmosfera de emoções profundas, despoletadas pelos temas da amizade e da morte: o suportar a perda de um amigo, o luto que se desenrola entre a solidão e a revolta, a incompreensão, as memórias, a despedida e a promessa de um novo começo. Ler +

   
   
 

ESQUECI-ME COMO SE CHAMA

Daniil Harms e Gonçalo Viana

“Esqueci-me como se chama” reúne 10 textos da obra infantil de uma das vozes mais originais da literatura russa do séc. XX: Daniil Harms.
Histórias e poemas humorísticos, sempre dominados por uma visão absurda, subversiva e carnavalesca do quotidiano, onde ficamos a conhecer a Lenotchka, que frustra todas as tentativas do seu amigo Igor para escrever uma história, porque, segundo ela, todas as histórias por ele imaginadas já foram escritas. Assistimos a um hilariante diálogo sobre uma visita a um jardim zoológico e a uma corrida que alguns animais fazem para descobrir quem será o mais rápido. Ler +

   
   
 

na noite escura

Bruno Munari

Para entendermos o livro “Na Noite Escura”, devemos começar por dizer que no princípio era o livro ilegível: um género de livro sem texto, cujas imagens abstractas se vão transformando ao folhear as páginas, seguindo o mesmo processo dos fotogramas. Segundo Munari, estes livros tinham como finalidade experimentar todas as opções de comunicação visual e técnicas de impressão que não envolvessem palavras. Como consequência de todo esse processo de experimentação surge o livro “Na Noite Escura”. Ler +

   
   
 

isto ou aquilo?

Dobroslav Foll

É uma cegonha? É uma tesoura? É isto ou aquilo, conforme o que o nosso olhar quiser. 47 anos depois da sua edição original, na Checoslováquia, com o título Co se cemu podobá?, eis que nos chega mais um livro intemporal. Um livro-jogo que se deixou encontrar num alfarrabista em Praga. Sobrepondo sobre a ilustração um acetato raiado, e deslocando-o para a esquerda ou para direita, descobrem-se duas imagens diferentes na mesma página: uma cegonha que se transforma numa tesoura, uma borboleta em livro, um serrote em crocodilo, etc. Ler +

   
   
 

o arenque fumado

Charles Cros e André da Loba

A origem deste poema esteve numa história que Charles Cros contou uma noite ao seu filho Guy. Escrito em 1872, é publicado primeiramente numa versão em prosa e em 1873 aparece em verso, tal qual o conhecemos hoje, na colectânea de textos de Cros Le Coffret de santal.

O sucesso deste poema, decorado e dito por gerações de franceses até aos nossos dias, tal como outros textos de Charles Cros, contribuem para o aparecimento do monologue fumiste, género muito divulgado pelo humorista Coquelin Cadet, que encoraja Cros e outros escritores a escrever novos textos que obedeçam a esta estrutura:  texto cómico, curto, com uma só personagem e de ritmo rápido. LER +

   
   
 

POPVILLE

Anouck Boisrobert e Louis Rigaud

Ao enveredar pela técnica pop-up, alguns autores não têm conseguido resistir à construção de uma espécie de livro-espectáculo, onde cores, formas e volumes se atropelam e lutam ruidosamente entre si até não restar um único espaço de silêncio e respiração. Tavez isto explique a recepção que Popville teve a nível mundial. Um livro que surgiu contracorrente, numa verdadeira lição dessa rara sobriedade e elegância gráfica. Uma espantosa lição dada, logo ao primeiro livro, por Anouck Boisrobert e Louis Rigaud. LER +
   
   
 

QUEM QUER UM RINoCERONTE BARATO?

Shel Silverstein

Todos sabem que os benefícios de ter um rinoceronte em casa são imensos. Ou não? Enfim, não serão todos... na verdade, talvez umas 4 pessoas... Bom, para aqueles que nunca pensaram nisso, acaba de chegar o livro que pode ajudar a compreender melhor o que estamos a tentar dizer: “Quem quer um rinoceronte barato?” de Shel Silverstein.
Publicado em 1964, este é o livro onde finalmente se explica o que este fantástico mamífero perissodáctilo é capaz de fazer para além de ruminar nas savanas e florestas tropicais da África e Ásia. LER +
   
   
 

LÁgrimas de crocodilo

André François

– Lágrimas de crocodilo!
– O que é que são LÁGRIMAS DE CROCODILO?
– Tu estás a chorar lágrimas de crocodilo.
– Mas o que é que são LÁGRIMAS DE CROCODILO?
– Eu vou explicar-te o que são lágrimas de crocodilo.

 

Assim começa o livro escrito e ilustrado por André François e publicado em 1956 pelo seu grande amigo Robert Delpire, uma lenda viva da edição e da fotografia francesa. LER +
   
   
 

o livro negro das cores

Menena Cottin e Rosana Faría

A subtileza deste livro demonstra a beleza da percepção do mundo através dos nossos sentidos e na sua complementaridade. Convidando-nos a reflectir sobre como será aquilo que nos rodeia para quem não vê, esta grande obra obriga-nos a reformular o mundo através dos seus cheiros, sabores, texturas, sons; a recriar, de forma imaginativa, as coisas que nos envolvem. Um livro que nos lembra que há sempre mais para além do que vemos, um livro para redescobrir a riqueza sensorial do nosso corpo e determo-nos na beleza oferecida por essa sensibilidade. Exceptuando o texto, todo o livro é negro. LER +
   
   
 

o ponto

Peter Reynolds

Eis um breve e simples livro que diz tanto. A Vera está sentada com um papel em branco à sua frente e garante:“Eu não sei desenhar!”. A professora pede-lhe: “Tenta fazer uma marca qualquer e vê onde ela te leva.”  A Vera crava um ponto na folha e a professora pede-lhe que assine. Na semana seguinte, a Vera vê o seu ponto “numa magnífica moldura dourada”. A partir daí, a Vera irá explorar a sua criatividade(...)
Reynolds inspira-nos e a forma como finaliza a história dá vontade de abraçar o livro. LER +
   
   
 

A GRANDE QUESTÃO

Wolf Erlbruch

Na capa, a criança de Wolf Erlbruch abre os braços, num sinal de interrogação, em cima de uma meia lua, que não é mais do que a Terra quando espreitamos a contracapa. Ela coloca a grande questão que nunca será enunciada: “Porque estou eu aqui na Terra?”
Em cada dupla página o autor dá respostas com humor, insólitas e ao mesmo tempo pertinentes. O número três responde: “Para saberes, um dia, contar até três”; a morte “Estás aqui para amar a vida”; o pato: “Não faço ideia”... depois vem a vez dos pais que alternativamente afirmam o seu amor: “ Porque a tua mãe e eu nos amamos”; “Estás aqui para eu te amar". LER +
   
   
 

EU ESPERO...

Davide Cali e Serge Bloch

Uma extraordinária metáfora da vida dada por um fio que corre, passando de página para página (desde a folha de rosto até à página final preenchida com o fio apanhado em meada), e que arrasta acontecimentos marcantes que constroem um ser na sua plena dimensão humana. Vida feita de alegrias e tristezas, mas com a espera sempre como elemento recorrente. LER +
   
   
 

A ÁRVORE GENEROSA

Shel Silverstein

Este livro é o mais conhecido do escritor e ilustrador norte-americano Shel Silverstein. O clássico, escrito em 1964, comoveu gerações com a história de uma árvore e um menino. Com poucas palavras, Silverstein fala da relação entre o homem e a natureza, onde uma árvore oferece tudo a um menino, que a deixa de lado ao crescer ao mesmo tempo que se torna num homem egoísta. Mas para agradar ao menino que ama, a generosidade desta árvore não tem fim - ainda que isto signifique a sua própria destruição. LER +
   
   
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