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CÉU DE SARDAS (LIVRO + JOGO)

Inês d'Almeÿ + Alicia Baladan

13.90 12.51

A Sofia e a Camila são duas amigas. A Sofia tem muitas pintinhas e a Camila tem sardas. A Camila contou à Sofia que foi a Via Láctea que lhe caiu em cima. Mas como toda a gente sabe, as estrelas não brilham na pele.

QTD

SOBRE

A Sofia e a Camila são duas amigas. A Sofia tem muitas pintinhas e a Camila tem sardas. A Camila contou à Sofia que foi a Via Láctea que lhe caiu em cima. Mas como toda a gente sabe, as estrelas não brilham na pele. Por isso, aquelas que caíram resolveram viver disfarçadas de sardas. O jogo preferido da Sofia e da Camila é andar pela pele uma da outra a explorar, a desenhar a sua amizade entre pintas e sardas. Durante o jogo todo o tipo de desenhos começam a surgir: números, animais, caminhos, paisagens e todas as histórias que conseguem inventar. Um jogo que também nós vamos poder jogar.

“Nunca conseguirás compreender totalmente uma pessoa se não vires as coisas do seu ponto de vista, se não fores capaz de te colocar na pele dessa pessoa e aí permanecer um bocado.”
Harper Lee
in “Não matem a cotovia”

Detalhes

Autores

Inês d’Almeÿ + Alicia Baladan

Formato

185x210mm

Páginas

24 + jogo

ISBN

978-989-8166-30-2

AUTORES

Autora e artista franco-portuguesa, Inês d’Almeÿ interessa-se na escrita como cartografia. O seu trabalho actual desdobra-se principalmente à volta da escrita na sua ligação com o mapeamento das coisas do mundo. O corpo enquanto território, os trilhos de observação, as longas caminhadas na natureza e a poesia do quotidiano são pontos de partida para inventar histórias. São essas viagens poliglotas e as suas pernas distraídas que proporcionam formidáveis aventuras para contar às crianças (mas não só). Inês d’Almeÿ também escreveu em Francês e Português instantâneos poéticos, capturando aqui-agoras como um fotógrafo, ensaios, novelas, vivências meditativas, e outros textos de literatura infantil. Co-criou duas companhias de performance e apresentou peças através da Europa; também colaborou com vários artistas plásticos, performers e bailarinos. Trabalhou como produtora cultural nas áreas da dança e das artes visuais em Londres e Lisboa, em companhias, instituições e festivais. Também é pedagoga, ensinou línguas e linguística, e interessa-se na tradução como espaço-entre de possibilidades.

Alicia Baladan nasce no Uruguai, onde passa a sua infância. Depois de um curto período de tempo no Rio de Janeiro, muda-se para Itália, onde se forma na Accademia di Belle Arti di Brera, em Milão. Participa em vários festivais internacionais de animação de filmes e artes experimentais concebidas pelo arquivo de arte contemporânea de Milão “Care-off”. Nos últimos anos, tem ilustrado e escrito focando-se nos aspectos narrativos do seu trabalho. As suas ilustrações para o livro “Céu de criança”, foram selecionadas para a “Illustrarte 2012”, em Portugal. Em 2014 recebe o Prémio Melhor Ilustrador, no Salão Internacional do Museu Diocesano de Pádua. É professora na Escola Internacional de Ilustração Ars in Fabula, em Macerata. Actualmente vive e trabalha em Brescia, Itália.

CRÍTICA

(...) uma história para jogar – pelas personagens, que, na pele uma da outra, inventam histórias com os desenhos que formam as sardas e as pintas; e pelos leitores, a quem são dados pequenos círculos com imagens para que possam criar as suas próprias histórias. Sim, num e noutro, é preciso puxar pela cabeça e levar a imaginação mais longe – não é exatamente para isso que existem os livros? Gabriela Lourenço, Revista Visão

É verdade que devemos incentivar nos miúdos um certo sentido de desapego das coisas materiais. Uma ideia, um olhar, uma história: um livro é tudo isso antes de tudo o resto. Mas é também um objecto que se cobiça e a verdade é que não há mal nisso. Ora, estes dois livros infantis são puros objectos lúdicos. O primeiro, Céu de Sardas, é para gente mesmo pequena que gosta de riscar páginas e define-se como “uma história para jogar”. A Sofia tem pintinhas na cara, a Camila tem sardas – diz que a Via Láctea lhe caiu em cima. As duas amigas inventam uma série de jogos imaginados na pele de uma e de outra. Um objecto bonito com uma ideia bonita para as cabeças mais tenras: o mundo só se compreende quando aprendemos a vestir a pele do outro. João Pedro Oliveira, Revista Time Out

(...) O que acresce a este álbum é precisamente um jogo que não o integra e sim complementa. Trata-se de um encarte em forma de harmónio que convida a inventar histórias a partir de 54 imagens destacáveis. O que o álbum implicitamente sugere, o jogo completa com orientações precisas. Mantém-se a ideia das constelações e as duas cores, uma para a face, outra para o verso do círculo des-tacável, recordam as duas personagens. As histórias podem ser criadas por muitos ou poucos jogadores, sem tabuleiro ou com um, sugerido nas instruções: um corpo humano que se vai enchendo de pintinhas e sardas ou outro, já cheio e cuja história se deve contar da cabeça para os pés, como sugestão. O jogo alimenta-se da narrativa e de certa forma regressa a ela, com muito mais extratexto. Andreia Brites, Revista Blimunda

(...) dentro deste livro publicado agora pela Bruaá há também um jogo que desafia pequenos e grandes a criarem as suas próprias histórias de encantar. São 27 círculos, 54 imagens no total, que colocamos num saco ou numa caixinha e cada um vai tirando à sorte, para servirem de inspiração à criação da nossa própria história. Por exemplo, aqui por casa, inspirada nas imagens deste novo jogo, nasceu a aventura do polvo Nicodemus e do coelhinho Branquelas, que combinaram uma visita no fundo do mar, com uma alga mágica que permitiu ao coelhinho ficar debaixo de água durante uma semana cheia de peripécias. Mas há muito mais por onde inventar, à medida da criatividade de cada jogador, entre tantas imagens bonitas: um coração, um sapato, um relógio, um guarda-chuva, uma chávena, uma camisola, um dedo em riste e muitas mais… No final deste livro-jogo não existem vencedores nem vencidos, mas existe um prémio, sim: o gosto para pequeninos e grandes contarem histórias uns aos outros, saídas da sua própria imaginação. Quarto das Brincadeiras

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