Alvo de distinção, em 2007, com o Prémio Bologna Ragazzi – Novos Horizontes, este álbum distingue-se pelo modo como, implicitamente, tanto do ponto de vista do texto como das ilustrações, recria e tematiza a cegueira. Protagonizada por Tomás, a narrativa dá conta da forma como a criança interage com o universo que a envolve e percepciona as cores, associando-as a sentidos inesperados, como o gosto, o tacto, a audição e mesmo o olfacto. A poeticidade que resulta das sinestesias e metáforas que estruturam o texto constrasta com a condição da criança, cuja cegueira se deduz da ausência de referências ao sentido da visão. O título do livro, assim como a opção por uma técnica de ilustração que promove o toque, sem deixar de estimular a visão, são outros elementos que arquitectam a subtileza do volume. Destinado a todos os leitores, independentemente das suas limitações visuais, este álbum narrativo apela também a um olhar mais solidário e mais integrador das diferenças
— Ana Margarida Ramos | Casa da Leitura
A subtileza deste livro demonstra a beleza da percepção do mundo através dos nossos sentidos e na sua complementaridade. Convidando-nos a reflectir sobre como será aquilo que nos rodeia para quem não vê, esta grande obra obriga-nos a reformular o mundo através dos seus cheiros, sabores, texturas, sons; a recriar, de forma imaginativa, as coisas que nos envolvem. Um livro que nos lembra que há sempre mais para além do que vemos, um livro para redescobrir a riqueza sensorial do nosso corpo e determo-nos na beleza oferecida por essa sensibilidade. Exceptuando o texto, todo o livro é negro. No entanto, as ilustrações em alto relevo e o texto em braille, permitem experimentar as texturas e jogar com as descrições poéticas das cores.
— Banco del Libro
Todas as páginas são negras, como as vê o Tomás, o texto está na página esquerda encimado por braille. Na página direita, as ilustrações, em negro e com simples imagens em relevo para os olhos dos que vêem ou para quem o lê de olhos fechados.
Uma obra repleta de beleza, delicadeza e ternura, premiada na Feira de Bolonha em 2007.
— Nicolás Santoveña | Revista Peonza
O texto sensorial e descritivo, acompanhado por braille e combinado com um design inovador, faz deste livro um perfeito ponto de partida para discussões sobre a diferença, perspectiva e o experienciar e descrever o mundo de forma diferente, tópicos relevantes para leitores de todas as idades.
— Kristen McKulski | Booklist
Uma experiência de leitura única e inovadora. Altamente recomendável.
— CM Magazine
Fascinante, desafiador e encantador
— Kirkus Review
Da Venezuela, chega-nos um livro graficamente sofisticado da autoria de Menena Cottin e Rosana Faría, com o curioso título: “O livro negro das cores”. Um livro assombroso na sua simplicidade, forte no seu impacto.
—Kristi Jemtegaard | Washington Post Book World
Numa tentativa de passar a experiência da cegueira, este livro, da autoria de duas artistas venezuelanas, é uma experiência triunfante de leitura. Texto branco em páginas negras, encimado por braille; na página oposta, também negra, as imagens sugeridas pelo texto estão impressas em veniz espessurado, convidando o leitor a tocá-las. (Descodificar as imagens desta forma, propositadamente, é difícil) "O Tomás - começa o narrador - diz que o amarelo sabe a mostarda, mas é suave como as penas dos pintaínhos". Do lado oposto, delicadas penas flutuam pela página. Embora o conceito seja, por si só, cativante, as citações sobre cor revelam Tomás como um personagem de carácter forte. O vermelho "dói", o castanho "estala" e o verde "sabe a gelado de limão". São afirmações vindas de alguém que já meditou bastante sobre o assunto. No entanto, "...o preto é o rei das cores. É suave como a seda quando a mãe o abraça e o envolve com o seu cabelo." Seria um erro entender este livro como uma mensagem sobre a compensação dos outros sentidos na cegueira; essa interpretação não faz justiça a tudo aquilo que o Tomás nos oferece quando saboreia, sente, ouve e cheira as cores.
— Publishers Weekly
PRÉMIOS
Bologna Ragazzi - New Horizons 2007
New York Times Best Illustrated Books 2008
Booklist Top 10 Art Books 2008
Booklist Editors' Choice - Books for Youth 2008
School Library Journal Best Books of the Year 2008
NCTE Notable Children's Book in the Language Arts 2009
CANIEM 2006
Prémio nacional de las artes gráficas 2006
Benny 2006
Selección SEP Biblioteca de aula 2006 |