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ESCRITORA
Menena Cottin
ILUSTRADORA
Rosana Faría
TRADUÇÃO
Miguel Gouveia
FORMATO
280x170mm
PÁGINAS
28
 

O LIVRO NEGRO DAS CORES

O júri do prémio Bologna Ragazzi atribuiu unanimemente o prémio Novos Horizontes ao Livro Negro das Cores de Menena Cottin e Rosana Faría. As razões foram inúmeras e variadas. Em primeiro lugar, o livro é uma belíssima ferramenta de ensino de grande valor ético, um puro prazer para todos os leitores. As duas autoras conseguiram transformar a vibração da cor em límpidas sensações tácteis (...). Ao mesmo tempo, é um livro inteiramente conseguido e de um enorme valor estético para quem vê. A contida elegância da ilustração é o resultado de uma profunda pesquisa e um vasto conhecimento cultural. Com este prémio, o júri reconhece o poder deste livro em congregar a diversidade de leituras possíveis e assim derrubar velhas barreiras. 

 

— Júri do prémio Bologna Ragazzi

O Tomás diz que o azul é a cor do céu

quando o sol lhe aquece a cabeça.

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Alvo de distinção, em 2007, com o Prémio Bologna Ragazzi – Novos Horizontes, este álbum distingue-se pelo modo como, implicitamente, tanto do ponto de vista do texto como das ilustrações, recria e tematiza a cegueira. Protagonizada por Tomás, a narrativa dá conta da forma como a criança interage com o universo que a envolve e percepciona as cores, associando-as a sentidos inesperados, como o gosto, o tacto, a audição e mesmo o olfacto. A poeticidade que resulta das sinestesias e metáforas que estruturam o texto constrasta com a condição da criança, cuja cegueira se deduz da ausência de referências ao sentido da visão. O título do livro, assim como a opção por uma técnica de ilustração que promove o toque, sem deixar de estimular a visão, são outros elementos que arquitectam a subtileza do volume. Destinado a todos os leitores, independentemente das suas limitações visuais, este álbum narrativo apela também a um olhar mais solidário e mais integrador das diferenças

 

Ana Margarida Ramos | Casa da Leitura

 

 

A subtileza deste livro demonstra a beleza da percepção do mundo através dos nossos sentidos e na sua complementaridade. Convidando-nos a reflectir sobre como será aquilo que nos rodeia para quem não vê, esta grande obra obriga-nos a reformular o mundo através dos seus cheiros, sabores, texturas, sons; a recriar, de forma imaginativa, as coisas que nos envolvem. Um livro que nos lembra que há sempre mais para além do que vemos, um livro para redescobrir a riqueza sensorial do nosso corpo e determo-nos na beleza oferecida por essa sensibilidade. Exceptuando o texto, todo o livro é negro. No entanto, as ilustrações em alto relevo e o texto em braille, permitem experimentar as texturas e jogar com as descrições poéticas das cores.

 

— Banco del Libro

 

 

Todas as páginas são negras, como as vê o Tomás, o texto está na página esquerda encimado por braille. Na página direita, as ilustrações, em negro e com simples imagens em relevo para os olhos dos que vêem ou para quem o lê de olhos fechados. Uma obra repleta de beleza, delicadeza e ternura, premiada na Feira de Bolonha em 2007. 

 

— Nicolás Santoveña | Revista Peonza

 

 

O texto sensorial e descritivo, acompanhado por braille e combinado com um design inovador, faz deste livro um perfeito ponto de partida para discussões sobre a diferença, perspectiva e o experienciar e descrever o mundo de forma diferente, tópicos relevantes para leitores de todas as idades. 

 

— Kristen McKulski | Booklist

 

 

Uma experiência de leitura única e inovadora. Altamente recomendável.

 

— CM Magazine

 

 

Fascinante, desafiador e encantador

 

— Kirkus Review

 

 

Da Venezuela, chega-nos um livro graficamente sofisticado da autoria de Menena Cottin e Rosana Faría, com o curioso título: “O livro negro das cores”. Um livro assombroso na sua simplicidade, forte no seu impacto. 

—Kristi Jemtegaard | Washington Post Book World 

 

 

Numa tentativa de passar a experiência da cegueira, este livro, da autoria de duas artistas venezuelanas, é uma experiência triunfante de leitura. Texto branco em páginas negras, encimado por braille; na página oposta, também negra, as imagens sugeridas pelo texto estão impressas em veniz espessurado, convidando o leitor a tocá-las. (Descodificar as imagens desta forma, propositadamente, é difícil) "O Tomás - começa o narrador - diz que o amarelo sabe a mostarda, mas é suave como as penas dos pintaínhos". Do lado oposto, delicadas penas flutuam pela página. Embora o conceito seja, por si só, cativante, as citações sobre cor revelam Tomás como um personagem de carácter forte. O vermelho "dói", o castanho "estala" e o verde "sabe a gelado de limão". São afirmações vindas de alguém que já meditou bastante sobre o assunto. No entanto, "...o preto é o rei das cores. É suave como a seda quando a mãe o abraça e o envolve com o seu cabelo." Seria um erro entender este livro como uma mensagem sobre a compensação dos outros sentidos na cegueira; essa interpretação não faz justiça a tudo aquilo que o Tomás nos oferece quando saboreia, sente, ouve e cheira as cores. 

 

— Publishers Weekly

 

 

PRÉMIOS

Bologna Ragazzi - New Horizons 2007
New York Times Best Illustrated Books 2008
Booklist Top 10 Art Books 2008
Booklist Editors' Choice - Books for Youth 2008
School Library Journal Best Books of the Year 2008
NCTE Notable Children's Book in the Language Arts 2009 
CANIEM 2006
Prémio nacional de las artes gráficas 2006
Benny 2006
Selección SEP Biblioteca de aula 2006

 
 
 
 
 
 

 

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