Uma metamorfose feita de cores e volumes sóbrios, num verdadeiro documentário gráfico sobre a construção de uma comunidade que depois de nos oferecer o seu coração, o seu núcleo inicial, na primeira página, nos convida, algumas páginas mais à frente, a experienciar o frenesi de uma grande metrópole, com as suas inúmeras ruas, caminhos-de-ferro, fábricas, estações e prédios.
No final, o carácter poético do texto de Joy Sorman cumpre sabiamente um papel de continuidade e complementaridade com aquilo que acabamos de assistir: uma viagem pelo tempo, uma curta metragem onde cada leitor define o seu guião e a sua banda sonora, à medida que cidade cresce e ecoa em si.
— Bruaá
Simultaneamente singelo e sofisticado, este livro «pop-up» representa a materialização do nascimento e do crescimento de uma cidade. Partindo de um campanário de uma igreja, edifício após edifício, casa após casa, as formas predominantemente cúbicas multiplicam-se com equilíbrio e seguindo uma geometria muito estimulante. As ideias de edificação e de comunidade sustentam este objecto estético, uma representação visual em volume cuja chave interpretativa pode ser também encontrada num texto final muito descritivo e marcado pelo sensorialismo.
— Sara Reis Silva | Casa da Leitura |