Antes deste encontro, Yumoto apresenta-nos, muito sabiamente, vários quadros representando a dificuldade da separação e contrariando essa ideia simplista de retratar a morte como um processo natural, ocultando a dor, o mistério e todos os complexos sentimentos que envolve. É de facto um livro notável na articulação entre palavras e uma ilustração delimitada por molduras circulares que, funcionando como um foco de luz sobre os actores que se deslocam em cenários escurecidos, exigem a nossa total implicação e apreciação neste jogo de sombra e luz criado pelas cores neutras, resultando num verdadeiro impacto afectivo e emocional. Um impacto que começa na capa, onde a escolha do título “O urso e o gato selvagem” em conjunção com uma ilustração onde um urso e um pássaro olham em direcções opostas, resultam numa proposta enigmática para a qual encontraremos resposta nas páginas finais deste hino à amizade.
— Bruaá
Uma história poética, de infinita delicadeza, sobre o tema do luto, que nos mostra que a dor, para que se transforme de novo em vontade de viver necessita tempo, e sobretudo... necessita de um amigo capaz de escutar, capaz de tocar uma música de despedida, com o seu violino, para um passarinho amado e perdido.
— Tantágora |