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ESCRITORA
Kazumi Yumoto
ILUSTRADORA
Komako Sakai
TRADUÇÃO
António Barrento
FORMATO
238x186mm
PÁGINAS
48
 

O URSO E O GATO SELVAGEM

- Que c'est que ce la plus belle chose du monde?

- Pour moi c'est nöel. Et l'été aussi. (...)

- Et la mort. Que c'est que ce la mort?

- Ont peut pas s'êmpecher de mourrir. C'est ça la vie...


"J'interroge les enfants"
Marguerite Duras et la parole des autres

 

 

Um dia de manhã, o urso estava a chorar. O seu amigo passarinho tinha morrido. Eis as primeiras frases de um livro singular e comovente, cujo texto poético e depurado nos envolve numa atmosfera de emoções profundas, despoletadas pelos temas da amizade e da morte: o suportar a perda de um amigo, o luto que se desenrola entre a solidão e a revolta, a incompreensão, as memórias, a despedida e a promessa de um novo começo. A eloquência da história de Kazumi Yumoto dá-nos a conhecer um urso consumido pela tristeza provocada pelo desaparecimento do seu amigo. Incapaz de aceitar o sucedido e adiando a despedida eminente, tudo mudará ao conhecer um gato selvagem que o ajudará a recuperar e a seguir caminho.

O seu amigo passarinho tinha morrido.

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Antes deste encontro, Yumoto apresenta-nos, muito sabiamente, vários quadros representando a dificuldade da separação e contrariando essa ideia simplista de retratar a morte como um processo natural, ocultando a dor, o mistério e todos os complexos sentimentos que envolve. É de facto um livro notável na articulação entre palavras e uma ilustração delimitada por molduras circulares que, funcionando como um foco de luz sobre os actores que se deslocam em cenários escurecidos, exigem a nossa total implicação e apreciação neste jogo de sombra e luz criado pelas cores neutras, resultando num verdadeiro impacto afectivo e emocional. Um impacto que começa na capa, onde a escolha do título “O urso e o gato selvagem” em conjunção com uma ilustração onde um urso e um pássaro olham em direcções opostas, resultam numa proposta enigmática para a qual encontraremos resposta nas páginas finais deste hino à amizade.


Bruaá

 

 

Uma história poética, de infinita delicadeza, sobre o tema do luto, que nos mostra que a dor, para que se transforme de novo em vontade de viver necessita tempo, e sobretudo... necessita de um amigo capaz de escutar, capaz de tocar uma música de despedida, com o seu violino, para um passarinho amado e perdido.

 

— Tantágora

 
 
 
 
 
 

 

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