De elaborada concepção, “O Jardim de Babaï” é um álbum bilingue em português e persa (farsi) que explora não só elementos da cultura oriental (iraniana, em particular), como é o caso dos tapetes, propondo uma leitura particular destes objectos, como das duas línguas que compõem a publicação. Assim, são-nos propostas duas rotas de leitura: uma orientada pelo texto em português, começando na capa e seguindo até ao final de acordo com as convenções ocidentais; a segunda seguindo o processo de leitura da língua persa e começando do ponto que, para os leitores ocidentais, é a contracapa. Original jogo de leitura que recorre, do ponto de vista da ilustração, a um hábil jogo de decomposição e recorte dos motivos dos tapetes persas transformados em personagens de uma intriga simples mas particularmente bela e eficaz.

Ana Margarida Ramos | Casa da Leitura


Je suis très impatiente et heureuse de recevoir l’édition en Portugais de mon livre le Jardin de Babaï ” O jardim de Babaï “, chez une belle maison d’édition: éditions Bruaá. Cet album continue son bonhomme de chemin et me mène indirectement dans des contrées où je rêve d’aller… J’ai hâte de le voir!

Mandana Sadat


O Jardim de Babaï é um livro “enganador” na sua aparente simplicidade de recursos. À primeira vista parece que nos deparamos com um relato construído sobre um conhecido modelo dos contos de tradição oral, acompanhado de belas ilustrações. Num primeiro encontro com o livro talvez a nossa atenção seja atraída pela presença de duas línguas, percursos de leitura em direcções contrárias, a técnica da ilustração e pouco mais. No entanto, são estes elementos construtivos e outros que, se olhados com maior atenção, nos darão conta de um livro deliberadamente ambíguo, aberto, propiciador de uma actividade intensa e inesgotável de produção de significados por parte do leitor.
— Marcela Carranza