O tigre na… Cria Cria

“O poema está lá, mas para o ver é preciso um microscópio”. Poema micróbio, poema absurdo, poema para um sorriso, riso e gargalhada. Poder-se-ia “Pedir com bons modos” – como, aliás, se sugere nesta nova e exemplar peça da Bruaá – tudo isso. Mas esse “tudo isso” já lá está… Sob o signo de Daniil Harms (cuja escrita de pendor vagamente infantojuvenil já havia sido reunida de modo paradigmático, e também pela Bruaá, em “Esqueci-me como se chama”, do ano passado) e da sua sugestiva aparição de um tigre na rua, é agora apresentada uma insigne coletânea de poesia humorística, de (pro)vocação tendencialmente nonsense e vanguardista, que faz viajar todo aquele que a lê pelas mais distintas regiões criativas já exploradas pelo cérebro humano, numa seleção que nos traz palavras de Cuba, Argentina, Venezuela, Rússia, Irlanda, Canadá ou França, com autores como Roger McGough, Jacques Prévert, Spike Milligan, Shel Silverstein, Roland Topor, Laura Elizabeth Richards e Jacques Roubaud figurando ao lado de Maria Elena Walsh, David Chericián, Javier Villafañe, Richard Edwards ou do ilustrador Marc Johns, entre outros. Continuar a ler
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