“Dizem que os adolescentes não sabem nada sobre a vida. Por isso, nos casos raros em que sei alguma coisa, faço questão de não dizer a ninguém. Há certos perigos em partilhar pensamentos profundos quando se tem uma colónia de acne acampada na testa – não é por acaso que vos estou a falar em regime de anonimato.”
Coisas que acontecem, o primeiro livro de Inês Barata Raposo, e também o primeiro título da colecção juvenil da Bruaá Editora, é uma história sobre amizade e o fim da amizade na adolescência. Uma obra que o júri do Prémio Branquinho da Fonseca premiou pela sua destreza narrativa, plasticidade da linguagem e por uma inusitada capacidade de usar a ironia e um aprofundado sentido de humor para aludir a alguns dos temas centrais da vida de uma adolescente.


Já não falta tudo para partilhar convosco o primeiro livro da colecção juvenil da Bruaá, que não podia começar de melhor forma. Até breve.





Um livro singularmente divertido, de um escritor singular, onde cada página começa com a palavra “Supõe”, enviando-nos para uma série de cenários plenos de impossibilidade e disparate. Todos sabemos que há muitas coisas que não devemos fazer. Claro. Mas será que podemos evitar pensar nelas? Eis uma coleção de excêntricas possibilidades que certamente irão estimular a imaginação de cada leitor: “Supõe que eu podia ser do tamanho que eu quisesse…”; “Supõe que juntava cabelo de um cabeleireiro e o enviava em caixas a pessoas que não gostasse.”; “Supõe que uma velha cartomante previa que eu iria numa longa viagem e só para a contrariar ficava em casa o resto da minha vida…”.
Supõe que lias o livro “Supõe…” e te rias tanto que não conseguias parar durante o resto da tua vida.


Um dia de loucos: Trinta ossos duros de roer” é um dos cerca de noventa programas de rádio para crianças que Walter Benjamin, um dos mais influentes pensadores do século XX, escreveu e apresentou na rádio alemã entre 1927 e 1933. Depois da edição original em português, ilustrada pela Marta Monteiro, viaja agora para a Polónia e Coreia do Sul. Saibam mais sobre este livro aqui.

 


Um rei e o seu povo vivem em paz até ao dia em que a chegada de um estranho deixa o país numa grande agitação. Ele não se parece com eles. Na verdade, este estranho parece ser tão diferente que as pessoas encontram grande dificuldade em falar com ele, optando pelo caminho fácil da suspeição num cenário infelizmente já familiar: guardas, políticos ignorantes, a ameaça da força militar… “O estranho”, novamente relevante nos nossos dias, é uma pequena história repleta de grandes temas, e que celebra de forma esperançosa o triunfo da aceitação e da empatia sobre a ignorância e o preconceito.





Para além da loja virtual, recordamos que também nos podem visitar na nossa loja do CAE – Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz. Neste espaço, para além dos nossos livros, também encontram uma cuidada selecção de editoras nacionais e internacionais, assim como outras surpresas, tanto para adultos como crianças. Por isso, se passarem pela mítica Praia da Claridade nestas férias, visitem-nos. Se já cá estão, até já.

Horário: Segunda a Sexta-feira: 15-19h | Sábado: 10-13h + 15-19h — em Figueira da Foz.






Se as maçãs tivessem dentes, o que aconteceria? Morder-nos-iam, claro! E se fizessem cócegas aos picles? Não amargavam nicles. Se abrirem este livro, também vão descobrir o que aconteceria se as tartarugas fossem galinhas, se os cogumelos tivessem cabelos, e outras absurdas e divertidas “se…tuações”. Publicado originalmente em 1960, este foi o primeiro livro que Shirley e Milton Glaser fizeram em conjunto e que agora a Bruaá recuperou numa edição que sairá não só em Portugal, mas também em Espanha, França, Itália, Estados Unidos e China.


18 de janeiro + 15 de fevereiro na Biblioteca Municipal de Santo Tirso.

“Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam! Não duro nem para metade da livraria! Deve haver certamente outras maneiras de uma pessoa se salvar, senão… estou perdido.”
José de Almada Negreiros, in A Invenção do Dia Claro

Provocados pelas palavras de Almada Negreiros, propõe-se neste encontro uma conversa em torno da edição para a infância, e não só, em Portugal e no mundo. Com recurso a exemplos práticos, e às vivências e experiências de cada um dos participantes, vamos procurar chegar a uma definição de literatura infanto-juvenil e analisar a oferta existente no mercado actual, onde coabitam boas práticas com estereótipos e equívocos recorrentes na produção para a infância. Com estes e outros tópicos de discussão, é nosso objectivo reunir um conjunto de ferramentas pronto a usar na hora de escolher entre os tais “tantos livros” que estão hoje à nossa disposição.


Representada e distribuida em Portugal pela Bruaá, a Redstone Press é uma editora de livros e jogos surpreendentes. Das artes gráficas soviéticas até aos testes psicológicos, passando pela sua icónica agenda, com um tema diferente todos os anos, cada assunto é explorado de uma forma original e imaginativa. Visite a página da RedStone Press.


Eis as edições estrangeiras mais recentes dos nossos livros: A Casa que Voou em coreano, A Rainhas das Rãs em chinês e Tu Vês o que eu vejo? em italiano.
Mais uma dezena em preparação.



Depois de ter recebido o selo Altamente Recomendável FNLIJ 2016, na categoria tradução/adaptação, “A rainha das rãs não pode molhar os pés”, de Davide Cali e Marco Somà foi agora selecionado pela revista Crescer como um dos melhores livros do ano no Brasil.