ANTÓNIO GOUVEIA

António Gouveia, autor e contador de histórias, nasceu em 1968, em Benguela, Angola, no seio de uma família originária da Ilha da Madeira. Talvez tenha começado a contar histórias, na maior parte dos casos inventadas, no período em que morou numa aldeia da Beira Baixa, primeiro pouso da família quando retornou a Portugal, descrevendo aos seus novos amigos as fantásticas aventuras do seu dia-a-dia vivido na selva e na savana, naquele país tão distante. Dizem que ainda hoje é frequente observá-lo a fazer isso.

LIVROS NA BRUAÁ

O João e os monstros

LIGAÇÕES

antoniogouveianarrador

BEATRICE CEROCCHI

Beatrice Cerocchi nasceu em Roma em 1989 onde vive e trabalha. O seu interesse pela ilustração surge depois de uma visita à Feira do Livro Infantil de Bolonha em 2004. Ainda durante os anos de liceu participa em dois cursos da Ars in Fabula em Macerata. Posteriormente estuda arquitectura na Universidade Roma Tre e frequenta uma pós-graduação na MiMaster onde obtém o mestrado em ilustração editorial. O seu trabalho pode ser visto em várias revistas e álbuns ilustrados. Foi seleccionada em 2017 para o World Illustration Awards pela AOI – Association of Illustrators.

LIVROS NA BRUAÁ

O João e os monstros

LIGAÇÕES

beatricecerocchi.com

MILTON GLASER

Nascido em 1929, Milton Glaser encontra-se entre os mais celebrados designers gráficos norte-americanos. Estudou na High School of Music and Art e na Cooper Union em Nova Iorque e, através de uma bolsa Fulbright, na Academia de Belas Artes de Bolonha, em Itália. Co-fundou o revolucionário estúdio Pushpin em 1954, fundou a New York Magazine com Clay Felker em 1968 e funda a Milton Glaser, Inc. em 1974. Ao longo da sua carreira, Glaser tem sido um criador prolífico de cartazes e gravuras. A sua obra foi exposta um pouco por todo o mundo, incluindo uma mostra individual no Centro Georges Pompidou, em Paris, e no Museu de Arte Moderna, em Nova Iorque. Entre os inúmeros prémios recebidos ao longo dos anos, recebe em 2004 o Lifetime Achievement do Smithsonian Cooper-Hewitt, National Design Museum, pela sua profunda, significativa e duradoura contribuição para a prática contemporânea do design.

LIVROS NA BRUAÁ

Se as maçãs tivessem dentes

LIGAÇÕES

miltonglaser.com

MARTA MONTEIRO

Licenciada em Artes Plásticas-Escultura pela Faculdade de Belas Artes do Porto, Marta Monteiro tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos diversas actividades nas áreas do cinema de animação, da ilustração e do ensino. O seu trabalho pode ser visto regularmente em revistas, jornais e editoras tais como Visão, New York Times, Washington Post, Máquina de Voar, Pato Lógico e Nobrow. Teve o seu primeiro livro ilustrado “Sombras” publicado pela Pato Lógico Edições em 2013 e em 2014 recebeu a medalha de ouro da Society of Ilustrators pela série “Little People” e viu o seu trabalho selecionado para a Feira do Livro Infantil de Bolonha.
Vive e trabalha em Penafiel, cidade onde nasceu em 1973.

LIVROS NA BRUAÁ

Um dia de loucos

LIGAÇÕES

martamonteiro.com

WALTER BENJAMIN

Walter Benedix Schönflies Benjamin, mais conhecido como Walter Benjamin, é um ensaísta, crítico literário, tradutor e filósofo alemão ligado à teoria crítica da Escola de Frankfurt. Nascido em Berlim em 1882, morre em 1940, fugindo da Guerra e da polícia nazi, na fronteira entre a França e a Espanha, num pequeno lugar de nome Port Bou. É aí que está enterrado, e aí foi construído um monumento em sua memória.

LIVROS NA BRUAÁ

Um dia de loucos

ALICIA BALADAN

Alicia Baladan nasce no Uruguai, onde passa a sua infância. Depois de um curto período de tempo no Rio de Janeiro, muda-se para Itália, onde se forma na Accademia di Belle Arti di Brera, em Milão. Participa em vários festivais internacionais de animação de filmes e artes experimentais concebidas pelo arquivo de arte contemporânea de Milão “Care-off”. Nos últimos anos, tem ilustrado e escrito focando-se nos aspectos narrativos do seu trabalho. As suas ilustrações para o livro “Céu de criança”, foram selecionadas para a “Illustrarte 2012”, em Portugal. Em 2014 recebe o Prémio Melhor Ilustrador, no Salão Internacional do Museu Diocesano de Pádua. É professora na Escola Internacional de Ilustração Ars in Fabula, em Macerata. Actualmente vive e trabalha em Brescia, Itália.

LIVROS NA BRUAÁ

Céu de sardas

LIGAÇÕES

aliciabaladan.blogspot.pt

INÊS D’ALMEY

Autora e artista franco-portuguesa, Inês d’Almeÿ interessa-se na escrita como cartografia. O seu trabalho actual desdobra-se principalmente à volta da escrita na sua ligação com o mapeamento das coisas do mundo. O corpo enquanto território, os trilhos de observação, as longas caminhadas na natureza e a poesia do quotidiano são pontos de partida para inventar histórias. São essas viagens poliglotas e as suas pernas distraídas que proporcionam formidáveis aventuras para contar às crianças (mas não só).
Inês d’Almeÿ também escreveu em Francês e Português instantâneos poéticos, capturando aqui-agoras como um fotógrafo, ensaios, novelas, vivências meditativas, e outros textos de literatura infantil. Co-criou duas companhias de performance e apresentou peças através da Europa; também colaborou com vários artistas plásticos, performers e bailarinos. Trabalhou como produtora cultural nas áreas da dança e das artes visuais em Londres e Lisboa, em companhias, instituições e festivais. Também é pedagoga, ensinou línguas e linguística, e interessa-se na tradução como espaço-entre de possibilidades.

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Céu de sardas

LIGAÇÕES

inesdalmey.com

FRANK TASHLIN

Frank Tashlin (1913-1972) nasceu em Nova Jersey e cresceu em Queens, Nova Iorque. Na adolescência trabalha já em animação nos vários estúdios pioneiros que surgiam nessa época em Nova Iorque. Em 1933 muda-se para Hollywood, onde escreve e realiza curtas de animação para a MGM, Warner Bros e Disney. Em meados dos anos 40, retira-se da animação para começar a escrever para os irmãos Marx, Lucille Ball, entre outros, e a trabalhar em cinema como guionista. Trabalha com Jerry Lewis, Bob Hope e Red Skelton, com os seus filmes ainda a ecoarem elementos da sua carreira na animação. Em 1946 Tashlin escreve O Urso Que não Era (The Bear That Wasn’t), um livro que sempre descreveu como sendo muito especial para si, o qual acabaria por conhecer edições em inúmeros países e uma versão animada em 1967. Seguiram-se mais dois “The Possum That Didn’t” (1950) e “The World That Isn’t” (1951). Para além desta trilogia, Tashlin publicaria ainda mais dois livros: “How the Circus Learned to Smile”, em 1949, gravado em disco por Spike Jones, e “How to Create Cartoons”, em 1952.

LIVROS NA BRUAÁ

O Urso Que não Era

TÓSSAN

António Fernando dos Santos, mais conhecido por Tóssan, nasceu em Vila Real de Santo António, em 1918. Artista verdadeiramente multifacetado, deixou obra na ilustração, pintura, caricatura, poesia e design gráfico. Enquanto ilustrador e designer gráfico, concebeu dezenas de capas de livros, destacando-se a parceria que estabeleceu com o escritor Leonel Neves, ilustrando os seus textos para infância. A partir da década de 40, já em Coimbra, onde foi o caricaturista de centenas de estudantes, colabora intensamente com o Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC). Responsável pelos trabalhos gráficos da Embaixada do Brasil em Lisboa entre 1961 e 1964, inicia a partir de 1975 a coordenação do sector de publicações da Direcção Geral de Divulgação. Na imprensa, foi um dos criadores do suplemento juvenil do Diário de Lisboa e colaborou no jornal humorístico “O Bisnau”. Morre em Lisboa em 1991.

LIVROS NA BRUAÁ

Cãopêndio

ALEXANDRE O’NEILL

O’Neill (Alexandre), moreno português, cabelo asa de corvo nasceu a 19 de dezembro de 1924, em Lisboa, e morreu a 21 de agosto de 1986, na mesma cidade. Para além do ofício poético, Alexandre Manuel Vahía de Castro O’Neill de Bulhões trabalhou regularmente em publicidade, o que lhe permite, como dizia: “viver de versos e sobreviver da publicidade”. Fundador do Grupo Surrealista de Lisboa, do qual se viria a desvincular mais tarde, Alexandre O’ Neill viveu sempre da sua escrita, fosse na publicidade, televisão, cinema, teatro ou como cronista em diversos jornais, assinando colunas regulares no Diário de Lisboa, n’A Capital, assim como em revistas, como aconteceu na histórica Almanaque (1959-61), onde fez parte da da distinta redacção que contava com Sebastião Rodrigues, José Cardoso Pires, Luís de Sttau Monteiro, João Abel Manta, entre outros, e onde um dia surgiu o « Divertimento com sinais ortográficos » que agora publicamos.

CATARINA SOBRAL

Nascida em Coimbra em 1985, Catarina Sobral licencia-se em Design Gráfico em 2007 e conclui um mestrado em ilustração em 2012. Para além de uma presença regular na ilustração editorial, os seus livros foram já publicados em países como Brasil, França, Itália, Suécia, Hungria, Alemanha, Argentina e Coreia do Sul. Também através de exposições individuais e colectivas, a sua obra viaja por vários pontos do mundo e foi já reconhecida pela Feira do Livro Infantil de Bolonha, Prémio Nacional de Ilustração, Sociedade Portuguesa de Escritores, White Ravens e pela revista 3X3.

LIVROS NA BRUAÁ

A casa que voou

LIGAÇÕES

catarinasobral.com

ED EMBERLEY

Ed Emberley, um dos nomes mais conhecidos da literatura infantil norte-americana, premiado com a Medalha Caldecott em 1967 e 1968, começou a escrever e ilustrar nos anos 60 e desde então já publicou cerca de 80 livros, alguns deles em parceria com a sua mulher Barbara e com os seus filhos Rebecca e Michael. Desta considerável bibliografia destaca-se a sua conhecida e celebrada colecção de livros de desenho que, com simples e práticas lições, encorajaram gerações de miúdos a pegar em lápis e deitar mãos à obra. Ainda hoje, muitos artistas citam Ed Emberley como uma inspiração nas suas carreiras. Ele acredita que todos podem aprender a desenhar e que “nem todos necessitam de ser artistas, mas todos necessitam de se sentir bem consigo próprios”.
Hoje, com mais de 80 anos, Ed Emberley assiste com alegria ao renovado interesse que a sua obra volta a ter, com inúmeros livros reeditados, tal como este “E tu, vês o que eu vejo?” que a Bruaá agora recuperou de uma primeira edição de 1979.

LIVROS NA BRUAÁ

E tu, vês o que eu vejo?

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edemberley.com

NATALIA CHERNYSHEVA

Nascida em Sverdlovsk, na Rússia, Natalia Chernysheva estudou na Academia Federal de Arquitetura e Arte dos Urais, tendo-se formado em multimédia e animação. Trabalhou como animadora e criadora de personagens em diversos filmes animados, estreando-se como realizadora com o filme “Floco de neve”. Mais recentemente, estudou na escola La Poudrière, em França, onde realizou os filmes “Amigos” e “O regresso”, que acaba por transformar em livro para a Bruaá.

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O regresso

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cher-nata.blogspot.pt

CLÁUDIO THEBAS

Meu nome completo é Cláudio Álvares Machado Thebas. Já faz um bom tempo que eu nasci: 1964. Foi aqui no Brasil, em São Paulo, no meio de uma revolução. Pra falar a verdade, nem parece tanto tempo assim. Lembro-me como se fosse ontem de quando eu tinha seis anos e chorava pra caramba na hora de ir para a escola. Muitas vezes minha mãe tinha que ficar lá, sentada na porta da classe. Depois acostumei e ela não precisou mais fazer plantão. Lembro de muitas gargalhadas assistindo a Os três patetas, de viagens para a praia nas férias de verão. Foi numa dessas férias que aprendi a dirigir, no colo do meu pai. Mais tarde, pra minha felicidade e desespero dos vizinhos, comecei a tocar bateria. Eu tinha treze anos. Com quinze, montei minha primeira banda: Vísceras. Era de punk rock. Hoje percebo que meus vizinhos eram santos, até mesmo o senhor da frente, que diversas vezes chamou a polícia na esperança de poder descansar. Paciência de santo também acaba. Fui crescendo, a bateria ficou pra trás, mas não tanto. Hoje, voltei a tocar. Mas não como músico, e sim como palhaço, que resolvi ser com mais de trinta anos. Antes, com vinte e poucos, virei pai. Da Luiza e do Raphael. Também sou padrasto, da Sofia e da Bianca. E sou marido da Chris, a mulher mais linda do mundo. Moramos numa casa que tem quintalzão, onde correm nossos outros quatro amores: Jimi, Uruanã, Nemo e Suki. Quem adivinhar as raças deles ganha um pacote com as laranjas e mexericas que temos no pomar!

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Amigos do peito

VIOLETA LÓPIZ

Violeta Lópiz nasce em Ibiza em 1980 e começa a ilustrar muito cedo, com 2 anos. A sua etapa mais produtiva e criativa desenvolve-se até aos 6 anos, perdendo depois praticamente todas as suas habilidades artísticas devido a uma doença mental muito comum em crianças: o crescimento. Quando a doença atinge todo o seu esplendor, consegue trabalho numa escola de música como professora onde, após os golpes infligidos pelos seus jovens alunos com as lâminas do xilofone, começa a recuperar algumas habilidades criativas. Realiza a sua desaprendizagem na Escola de Arte nº 10 em Madrid, onde desaprende que o trabalho é algo indesejável e esquece que ser mais velho é ser mais aborrecido. Realiza o seu estágio no jornal El Mundo para reiniciar-se no gatafunho e começa pouco a pouco a receber encomendas de diversas editoras que lhe pedem para brincar novamente. Mesmo sendo a sua condição irreversível, os seus lentos avanços dão-lhe grande satisfação e permitem-lhe comunicar com os professores de tenra idade. Os seus progressos podem encontrar-se em algumas livrarias, paredes, feiras, ruas, jornais e milhares de cadernos que deixa espalhados pelos cantos.

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Amigos do peito

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violetalopiz.blogspot.pt

LARA HAWTHORNE

Lara Hawthorne vive e trabalha em Bristol, no Reino Unido, depois de ser ter licenciado em ilustração com First Class Honours na Universidade de Falmouth. Desde então, foi pré-seleccionada para o Lowry Children’s Book Award e tem vindo a trabalhar em várias encomendas e exposições. Faz também parte do colectivo de ilustradores Beginning Middle End, sediado em Bristol. Para além de ilustração ficcional, tem realizado trabalhos em ilustração científica e design gráfico. As suas maiores influências vêm do folclore, da história natural, de nomes como Henri Rousseau, Tove Jansson e do seu carinho por criaturas menos estimadas pelo público em geral, como lesmas e ratos. A Lara espera mesmo poder um dia ter uma família de roedores e a oportunidade de explorar um pouco mais a África Ocidental. “Herberto” é o seu primeiro livro publicado, a primeira de muitas histórias que quer continuar a escrever e ilustrar.

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Herberto

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larahawthorne.com

SANDOL STODDARD

Sandol Stoddard é autora de 26 livros, dos quais 21 foram escritos para um público infantil. Tem quatro filhos, já todos adultos, que diz continuarem a ser a sua grande fonte de inspiração. Graças a eles tem também dez netos e cinco bisnetos – todos eles, diz ela, “bastante fascinantes e muito divertidos”. Nascida no Alabama, EUA, estudou no Breyn Mawr College na Pennsylvania. Depois de passar algum tempo na Califórnia, Nova Iorque, Londres e Paris, instalou-se nos anos oitenta numa pequena aldeia do Havai onde planeou reformar-se, embora continue a até hoje a trabalhar todos os dias – bem, quase todos. Nalguns dias ela prefere ir nadar.

IVAN CHERMAYEFF

Prolífico designer, ilustrador e artista, Ivan Chermayeff criou memoráveis e icónicas imagens para literalmente centenas de clientes. Enquanto fundador da Chermayeff & Geismar com Tom Geismar, desempenhou um papel crucial no estabelecer da reputação mundial desta empresa. Os seus trabalhos de identidade corporativa, cartazes, publicações e instalações artísticas para edifícios contemporâneos são largamente reconhecidos e foram alvo de quase todos os prémios que se podem receber, incluindo as medalhas de ouro do Instituto Americano de Artes Gráficas e da Sociedade de Ilustradores. Recebeu a Yale Arts Medal, o President’s Fellow Award atribuído pela Escola de Design de Rhode Island, assim como a Industrial Art Medal atribuída pelo Instituto Americano de Arquitectos. Ivan Chermayeff estudou na Universidade de Harvard, no Instituto de Design de Chicago, e formou-se na Escola de Arte e Arquitectura da Universidade de Yale.

MANDANA SADAT

Filha de mãe belga e pai iraniano, Mandana Sadat nasce em 1971, em Bruxelas. Estuda ilustração na Academia de Artes Decorativas de Estrasburgo e estreia-se em 1997 com o livro “De l’autre côté de l’arbre”, com o qual ganha o prémio “Chrétien de Troyes”. Para além dos seus livros, a sua técnica pode também ser apreciada em trabalhos que vai realizando para a imprensa e publicidade. Entre as suas publicações destacam-se os livros “Tarde de invierno” e “Cosas con plumas”, fruto da colaboração com o poeta argentino Jorge Luján, assim como os trabalhos a solo, “Mon Lion” e “O jardim de Babaï”, o seu primeiro livro publicado em Portugal.

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O jardim de Babaï

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mandanasadat.fr

NINAMASINA

Ninamasina, de seu nome Anna Masini, é uma ilustradora freelancer que vive em Milão. Nascida em 1981, no final de uma manhã do mês de junho, estudou antropologia e cinema, acabando por se dedicar por completo aos livros e à fotografia. Arturo, um livro nascido da colaboração com o seu peluche dachshund e o seu amigo Davide Cali, é o primeiro livro com fotografia que publica para um público infanto-juvenil. Com agulha, fio e a ajuda de uma máquina de costura, trabalha como uma imaginária demiurga, criando animais imaginários que enchem a sua pequena casa.

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Arturo

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ninamasina.it

MARCO SOMÀ

Nasceu em Itália no ano de 1983. Depois de estudar na Academia de Arte, decidiu aprofundar o trabalho de ilustração no mestrado Ars in Fabula (Macerata). Trabalha como ilustrador freelancer e dinamiza cursos de pintura e banda desenhada na Academia de Arte de Cuneo. Em 2011, o seu trabalho foi seleccionado para a Feira do Livro Infantil de Bolonha e para o anuário da Associação Italiana de Ilustradores. Em 2012, o seu primeiro livro, “Il bambino di vetro” (O rapaz de vidro), publicado pela Einaudi Ragazzi, foi o vencedor do Prémio Andersen.

KAZUMI YUMOTO

Nasce em Tóquio, em 1959, e chega à literatura através da música. No Conservatório de Tóquio estuda composição e escreve libretos para ópera e peças para a rádio e televisão. A sua estreia na literatura dá-se com o internacionalmente aclamado “Natsu no niwa” (Os amigos), escrito em 1992. Com esta obra de estreia, Kazumi Yumoto é nomeada em 1996 para o Deutscher Jugendliteraturpreis e, em 1997, vence o Boston Globe-Horn Award. Nos livros que se seguem, Yumoto reforça as suas escolhas ao trabalhar com a matéria-prima que encontra nas experiências e conflitos com que crianças e jovens se defrontam no seu processo de crescimento, nunca evitando os assuntos mais delicados como a doença, religião e morte. Outro aspecto interessante é o papel fundamental que atribui a personagens mais velhas. Como ela própria diz: “Acredito que existe uma relação especial com as crianças, apenas possível com adultos sem laços familiares, relação essa que pode influenciar de forma indelével o percurso de uma criança na vida.”

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O urso e o gato selvagem

KOMAKO SAKAI

Nasceu nasce na província de Hyogo, no Japão, em 1966. Recorda-se de na sua infância ter ficado com vontade de ilustrar após se ter cruzado com um livro do ilustrador japonês Akiko Hayashi. Depois de se formar na Universidade de Belas Artes e Música de Tóquio, Sakai passa pelo teatro, viaja até Paris, onde permanece um ano, antes de voltar ao Japão para trabalhar em design têxtil. Mais tarde, recordando o seu sonho de infância, lança-se na ilustração e desde então não tem parado. Hoje em dia, e tendo já ganho o Prémio Nacional de IIustração japonês, entre outros prémios internacionais, Sakai é uma das autoras-ilustradoras de renome no Japão, com vários livros já publicados e traduzidos em todo o mundo, alguns dos quais incorporando experiências pessoais. Quando assaltada por uma palavra-chave ou ideia para um novo livro, Sakai explica que: “Primeiro vem o texto e depois as ilustrações, mas enquanto trabalho a história, começo já visualizar as imagens que farão parte do livro…

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O urso e o gato selvagem

DANIIL HARMS

Daniil Ivánovitch Iuvatchov nasce em S. Petersburgo, no ano de 1905. Estuda no liceu alemão “Peterschule”, onde aprende as bases do inglês e do alemão, e em 1924 entra para o Instituto Electrotécnico de Leninegrado (antiga S. Petersburgo), de onde acaba por ser expulso. Funda em 1927, com o seu amigo e poeta Alexander Vvedensky, o efémero grupo vanguardista OBERIU (Associação de Arte Real). Conseguem resistir até 1930. Entretanto, Harms e outros escritores ligados à OBERIU, agora em sérias dificuldades de sobrevivência, despertam a curiosidade de alguns editores de revistas infantis, como a “Yozh” (Ouriço) e “Chizh” (Tentilhão), entre outras, que atentos às suas experimentações e técnicas perfeitamente aplicáveis à construção literária infantil, os convidam a escrever para estas publicações. Dois meses após a invasão nazi da União Soviética, a 22 de Junho de 1941, Harms é preso uma segunda vez. Viria a morrer de fome na prisão, um ano depois. Tinha 37 anos.

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Esqueci-me como se chama

GONÇALO VIANA

Começou a sua carreira de ilustrador em 1983. Tinha oito anos de idade. Acabara de ilustrar o seu primeiro livro, “O Super-Papagaio”, edição de autor de um único exemplar em papel caseiro. Depressa chegou à conclusão de que quando fosse grande queria ser, como lhe chamou na altura, um desenhista. Entretanto aconteceu um curso de arquitectura em Lisboa e alguns anos em Londres a trabalhar como arquitecto. Em 2002 iniciou enfim a carreira com que sempre sonhara. Da arquitectura perdurou a geometria, que desde cedo lhe pontuou o trabalho gráfico. As suas ilustrações são presença assídua nas principais publicações portuguesas, assim como em publicações estrangeiras, com destaque para colaborações com o New York Times e a revista HOW. Em 2004 recebeu um Award of Excellence da Society for News Design (SND) e em 2008 o Grande Prémio Stuart de Desenho de Imprensa. Em 2011 foi incluído na selecção “200 Best Illustrators Worldwide” da revista Lüerzer’s Archive. O seu trabalho no livro “Esqueci-me como se chama” foi premiado pela revista 3×3 na sua selecção anual de ilustração infantil.

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Esqueci-me como se chama

LIGAÇÕES

goncaloviana.com

BRUNO MUNARI

Considerado um dos grandes protagonistas da arte do séc. XX, Munari nasce em Milão em 1907 e morre na mesma cidade em 1998. Vinculado ao movimento futurista desde 1927, tornou-se um nome indissociável do design industrial e gráfico, com contribuições fundamentais nos diversos campos da expressão artística como pintura, escultura, cinema, etc., levando a cabo uma investigação polifacetada sobre os temas do movimento, luz, desenvolvimento da criatividade e fantasia na infância através do jogo. É para este mundo da infância que começa a criar livros, originalmente pensados para o seu filho Alberto. Os seus livros infantis eram simples e ferramentas provocadoras de aprendizagem. Nunca separando conteúdo da forma e materiais, aquilo que criava era ao mesmo tempo um livro, um objecto e um jogo que nos fazia pensar. Sempre interessado na procura de formas de simplificar e clarificar o processo de design concentrou-se durante os seus últimos anos de vida, em temas relacionados com a didáctica, a psicologia e a pedagogia.

LIVROS NA BRUAÁ

Na noite escura

LIGAÇÕES

munart.org

DOBROSLAV FOLL

Pintor, designer gráfico, caricaturista e ilustrador, Dobroslav Foll nasceu a 15 de Junho de 1922 em Praga e vem a falecer na mesma cidade a 18 de Janeiro de 1981. Foll inicia os seus estudos na Escola de Artes Decorativas de Praga, continuando mais tarde na Academia de Belas-Artes. Torna-se director artístico de várias editoras, ilustra inúmeros livros, faz caricaturas e trabalha como designer gráfico. Artista independente desde 1955, inicia uma intensa actividade de criação em diversos domínios: livros infantis, cartazes para filmes, pinturas, etc. Torna-se um dos membros fundadores de um dos grupos artísticos mais marcantes nascidos naquele país: o grupo Radar. De um espírito curioso, original e inventivo, Dobroslav Foll dá-nos com Isto ou Aquilo? um bom exemplo da sua fantasia e humor.

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Isto ou aquilo?

CHARLES CROS

Poeta, inventor e humorista francês, nasceu em 1842, em Fabrezan e faleceu em Paris, em 1888. Apaixonado pela literatura e ciência, desenvolveu vários métodos de aperfeiçoamento fotográfico, incluindo o princípio da fotografia a cores. Apresenta estudos sobre electricidade, o estenógrafo musical, o telégrafo automático e, facto curioso, entrega na Academia das Ciências, meses antes da descoberta do fonógrafo de Thomas Edison, um sobrescrito contendo a descrição de um aparelho em quase tudo semelhante ao que viria a tornar Edison famoso. No entanto, são os seus monólogos que lhe trarão alguma fama, género onde se inclui O Arenque Fumado, e que ele próprio diz nos cabarés parisienses. Sempre subvalorizado pela crítica, o humor de Cros será finalmente celebrado pelos surrealistas que o vêem como seu precursor.

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O arenque fumado

ANDRÉ DA LOBA

Apesar da sua curta carreira, é um dos ilustradores emergentes do panorama mundial tendo o seu trabalho sido premiado pelas mais variadas publicações e eventos como a Feira do Livro de Bolonha, a Sociedade de Ilustradores de Nova Iorque, a American Illustration, a revista 3×3, a revista CMYK ou da Lurzer’s Archive onde foi seleccionado um dos 200 melhores ilustradores de todo mundo em 2010. É colaborador assíduo do New York Times e Times Magazine assim como outras publicações na Europa e América do Sul. Ilustrou mais de uma dezena de livros infantis em Portugal, Espanha e Brasil.

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O arenque fumado

LIGAÇÕES

andredaloba.com

LOUIS RIGAUD

Nasceu em 1985 e é licenciado pela Escola Superior de Artes Decorativas de Estrasburgo. Para além da ilustração, Louis Rigaud demonstra-se cada vez mais interessado em projectos onde onde se cruzam suportes analógicos e o digitais. A sua estreia nos livros dá-se em 2009, em conjunto com Anouck Boisrobert, com Popville. Na Floresta da Preguiça, criado em parceria com Anouck BoisRobert, foi o seu 2ª livro.

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Na floresta da preguiça
Popville

LIGAÇÕES

ludocube.fr

ANOUCK BOISROBERT

Licenciada pela Escola Superior de Artes Decorativas de Estrasburgo, em design e ilustração, o nome de Anouck Boisrobert tornou-se conhecido pelo mundo inteiro com o livro Popville, concebido em conjunto com Luis Rigaud. Para além da ilustração, gosta também de trabalhar em conteúdos multimédia e organizar oficinas com crianças e adultos.

JOY SORMAN

Escritora francesa nascida em 1973. O seu primeiro romance, Boys, boys, boys é publicado em 2005 e com ele ganha o Prix de Flore no mesmo ano. Em 2007, em colaboração com Gaëlle Bantegnie, Yamina Benahmed Daho e Stéphanie Vincent, publica o seu segundo romance, 14 Femmes, pour un féminisme pragmatique. Para além de escritora, Joy Sorman é comentadora regular na cadeia de televisão Paris Première.

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Popville

ANDRÉ FRANÇOIS

André François, de seu verdadeiro nome André Farkas, nasceu no seio de uma família húngara a 9 de Novembro de 1915. André termina o liceu na Roménia e vai estudar na Academia de Belas Artes de Budapeste entre 1932 e 1933. No ano seguinte, muda-se para Paris e em 1939 obtém a cidadania francesa e muda o apelido para François. Inicia a sua actividade artística em jornais franceses e posteriormente nas revistas inglesas “Punch” e “Lilliput”. Em 1956 edita o livro “Lágrimas de crocodilo”. Em 1960, afasta-se dos jornais e revistas para dedicar algum tempo aos seus projectos de pintura, escultura e design gráfico. Em 2002, um incêndio reduz a cinzas todo o seu ateliê, fazendo desaparecer quase todo o seu trabalho. André François, com 87 anos e saúde fragilizada, recusa-se a desistir e em 2004 apresenta a exposição “L’épreuve du feu” com obras recém-criadas e o que tinha sobrevivido ao incêndio. André François morre no ano seguinte.

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Lágrimas de crocodilo

LIGAÇÕES

centreandrefrancois.fr

ROSANA FARIA

Nasceu em Caracas, na Venezuela, em 1963. Estudou design gráfico no Instituto de Diseño da Fundación Neumann, assim como pintura e desenho na Escuela de Artes Visuales Cristóbal Rojas. Trabalhou como designer, ilustradora e directora de arte em diversas empresas e editoras, mas é a ilustração que acaba por conquistá-la: “A ilustração faz com que me esqueça do trânsito infernal, o difícil caminho para ir comprar os ingredientes para o almoço e os intermináveis discursos políticos. É um escape que me permite olhar o mundo de uma outra perspectiva”.

MENENA COTTIN

Carmen Elena Rodríguez Sanabria de Cottin estudou em Caracas, no Instituto de Diseño de la Fundación Neumann. Desde então, tem-se dedicado, como a própria refere, ao livre exercício do desenho e ilustração. Em 1995, muda-se para Nova Iorque com a sua família, onde fica durante um ano, e inscreve-se num curso de escrita e ilustração infantil no Parsons Institute. Logo a seguir, entusiasmada por esta experiência, passa pelo Pratt Institute, onde estuda animação. Menena Cottin considera-se uma privilegiada, na sua condição de designer, ilustradora e escritora, ao ver os seus textos publicados exactamente como foram imaginados.

PETER REYNOLDS

Nascido no Canadá, em 1961, Peter Reynolds partilhou a sua entrada no mundo com o seu irmão gémeo, Paul. Juntos começaram a escrever e “publicar” os seus próprios livros e jornais por volta dos sete anos com a ajuda da fotocopiadora do escritório do pai. Na escola secundária, um professor irá marcar a vida de Peter Reynolds, o mesmo professor a quem Reynolds dedica o livro “O ponto”. Peter é hoje conhecido como escritor, contador de histórias e ilustrador e é sempre com entusiasmo e energia que se entrega a cada projecto que cria. No entanto, a sua paixão pela educação é a força motriz da sua acção. Muito do seu tempo é dedicado a ajudar crianças, especialmente os mais “difíceis”. “Eu fui um deles. Nem todos têm a sorte de ter um professor que veja neles algum potencial”

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O ponto

LIGAÇÕES

peterhreynolds.com

WOLF ERLBRUCH

Nasceu na Alemanha, na grande cidade industrial de Wuppertal. Estudou desenho na Escola Folkwang em Essen-Werden. De origens humildes, ficou sempre ligado a esta cidade. Os seus pais nunca o impediram de aperfeiçoar o seu talento para o desenho, revelado bem cedo. Aos dois anos e meio, desenhava já objectos (óculos) em perspectiva, como atestam os desenhos datados e guardados pela sua mãe. Muito antes da ilustração para infância, fez pinturas sobre madeira, privilegiando o grande formato. Após 1974, começa a trabalhar como ilustrador para editoras e agências de publicidade. Em 1990, é nomeado professor e passa a titular da cadeira de ilustração na Berhischen Universität Gesamthochscule de Wuppertal. Traduzido em mais de 20 línguas, Erlbruch é considerado como um dos grandes ilustradores do nosso tempo.

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A grande questão

DAVIDE CALI

Davide Cali é um dos mais originais e aclamados escritores de livros ilustrados para o público infantil e adulto da actualidade. Nasceu em 1972, em Liestal, na Suíça, e vive em Itália. Começou a sua carreira na revista Linus. Desde 2000 já escreveu dezenas de livros para crianças tendo já sido premiado várias vezes Conhecido pela sua versatilidade e criatividade, o trabalho de Cali passa também pela banda desenhada, teatro e música. As suas obras encontram-se traduzidas em dezenas de países. Com a Bruaá, Davide Cali publicou originalmente “A rainha das rãs não pode molhar os pés” e “Arturo”, o seu 50º livro

SERGE BLOCH

Um dos mais brilhantes ilustradores da sua geração, Serge Bloch nasceu em 1956, em Colmar, França. Fez os seus estudos na Escola de Artes Decorativas de Estrasburgo com Claude Lapointe. Desenha regularmente para a imprensa. O seu trabalho aparece frequentemente no The Washington Post, Wall Street Journal, Chicago Tribune, The New York Times, Los Angeles Times, Boston Globe assim como nas revistas Time e New Yorker. Recebeu a medalha de ouro da Society of illustrators. Vive em Paris com a sua mulher e filho, no qual se inspirou para criar a banda desenhada do super-herói Samsam.

LIVROS NA BRUAÁ

O tigre na rua
Eu espero…

LIGAÇÕES

sergebloch.net

SHEL SILVERSTEIN

Shel Silverstein foi provavelmente o autor americano para crianças mais popular do século XX. Artista verdadeiramente singular e multifacetado, Silverstein foi escritor, poeta, ilustrador, dramaturgo, letrista e cantor. Nascido em Chicago a 25 de Setembro de 1930, Silverstein, que nunca pensou em escrever para crianças – o que não deixa de ser surpreendente para um artista cujas obras deliciaram milhões de leitores por todo o mundo – ficará internacionalmente conhecido como um dos autores mais celebrados e amados de todos os tempos, muitas vezes comparado a Edward Lear, Dr. Seuss e A.A. Milne. Até à sua morte em Maio de 1999, continuou a criar peças de teatro, canções, poemas, histórias, ilustrações e acima de tudo, como disse ele próprio “a divertir-se”.